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com a cabeça entre as orelhas

com a cabeça entre as orelhas

20
Abr19

Estou a tentar.

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Estou a tentar. 

Tenho os dias organizados. Consigo fazer tudo o que me faz bem e mais um pouco daquilo que me apetece. Parece uma boa existência, certo? 

Os novos hábitos adquirem a minha forma, acompanhados de alguma paz, mas tudo o resto ainda mantém parte do seu lugar original. 

Estou a tentar.

Arrumo aos poucos a casa, tirando o pó dos cantos da vida. Alguma claridade física e mental permite espaço para respirar e pensar. Mas à força de tanto pensar continuo sem saber de quem sinto a falta: se de ti, se do que julguei saber de mim. Continuo à procura... mas garanto: estou a tentar.

19
Abr19

Um dia com dias dentro...

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Um dia com dias dentro e música a acompanhá-lo. Porque há sempre música. 

No silêncio encontro as vidas vividas e sonhadas que ficaram atrás de mim, para além de tudo. 

Podia ter sido melhor. Podia ter sido pior. 

No final, o outro lado está à nossa frente e o passado é uma cama confortável onde nos podemos deitar e esperar que o amanhã amanheça.

Estarás tu sempre presente? Eu espero que não. Espero que sejas uma lembrança... uma dor doce, um dia mais tarde.

18
Abr19

Hoje estou sem tempo.

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Hoje estou sem tempo. 

Fazendo jus à verdade, estou sem paciência, mas parece-me a mim que vai dar no mesmo: estou sem tempo. Porque tempo, na realidade, temos todos. Temos tempo para todas as escolhas e decisões. Estas, em última instância é que gastam o primeiro. Infelizmente, nem sempre fiz as escolhas ou tomei as decisões acertadas.

Mas hoje, reitero, estou sem paciência. Para ti ou para mim... o que vai dar no mesmo. Não tenho tempo para gastar mais tempo connosco.

17
Abr19

O meu dia começou tranquilo.

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O meu dia começou tranquilo. 

Ao contrário de grande parte dos portugueses, o meu depósito estava praticamente cheio quando começou a greve dos motoristas de matérias perigosas. Tendo deixado para trás um trabalho que não me realizava e que, ainda por cima, não era próximo de casa, vejo com algum conforto o depósito da gasolina nos 7/8. Isso, juntamente com o facto de se tratar de um veículo híbrido, permite-me a tranquilidade de não precisar, no imediato, do que todos precisam.

Saramago volta a ser falado, com o seu conto visionário: Embargo. 

Enquanto uns se perdem em contas mentais, em ansiedade à procura do que escasseia, em filas intermináveis em busca do que deixou de haver, o meu dia continuou relativamente tranquilo.

E, curiosamente, passei-o a ler outro tipo de “contos”; algumas entradas de um blog compiladas em formato livro. O tema: minimalismo. Mais concretamente, as nossas âncoras. O que é que nos prende ao mesmo sítio e nos impede de viver uma vida com sentido, ainda que isso possa passar pelo desconforto inicial? Claramente que a falta de combustível nos impedirá o movimento, mas... e para além disso?

Quais são as minhas âncoras? 

Sinto que, aos poucos, me vou libertando de algumas...

 

The Minimalists - More is Less?

 

 

16
Abr19

O que é que é importante agora?

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O que é que é importante agora?

Agora. Do latim hac ora, nesta hora; mas eu ainda não sei a quietude e consigo inventar mais coisas para “esta” hora do que as horas que o dia contém.

O que é que é importante e essencial agora? Provavelmente parar... parar para pensar. E a hora depois desta e da próxima serão outras para descobrir novos instantes para estar e ser. 

15
Abr19

Tenho que começar.

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Tenho que começar. 

Hoje é o 15º dia do meu desafio #minsgame. O número de objectos a doar ou deitar fora igual ao dia do mês. No total 120 objectos até agora; na prática, mais que isso porque alguns vão em “efeito de classe”.

Hoje é o 31º dia do teu número de ilusionismo; em que começaste o teu desafio #ghosting; parece que é o nome da tua actuação. 

Se eu começo a ter mais dificuldade em encontrar coisas para subtrair à casa, tu pareces determinada em seguir para além do vórtex que te engoliu.

 

The Minimalists - #minsgame

 

 

14
Abr19

Enquanto o gato dorme...

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Enquanto o gato dorme no meu colo, enrolado e entregue a uma paz invejável, oiço Rodrigo Leão e volto atrás no tempo. Sinto-me novamente com 17 anos, quando o mundo parecia possível e a música era etérea; ainda hoje é magia.

Nas duas décadas passadas, se cair no erro de olhar de relance, parece que não saí do mesmo sítio. Continuo a criatura estranha, sem camuflagem possível em relação ao meio envolvente. A diferença visível nas rugas, no olhar cansado e, por vezes, desprovido de brilho de quem já amou e perdeu, perdeu e achou...

Continuo à procura de um caminho, de um sentido, sabendo e aceitando que nunca conseguirei camuflar-me e ser igual, socialmente correcta ou consensual. Essa é parte que (já) não importa.

Mas caramba!, parece que continuo com 17 anos; as dores parecidas, os padrões repetidos. Tenho agora mais certezas de por onde ir, mas tenho a sensação que passarei a vida a caminhar... para onde?

13
Abr19

Há 3 dias fotografaram...

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Há 3 dias fotografaram pela primeira vez um buraco negro.  Powehi, de seu nome. 

Gostava de compreender física. Gostava de perceber exactamente o conceito, mas faz-me pensar em ti. Em como engoliste a matéria de que eu era feita; em como consegues concentrar, hoje, passado e futuro. 

Hoje foste para outro continente. Foste para o sítio onde hoje para ti é o meu amanhã e onde eu estou no teu ontem. Figurativa e literalmente, deixaste-me no passado e inventaste futuro, tudo no mesmo presente.

Mas, honestamente, agora não tenho tempo para ti. Vou à minha vida, procurar o buraco branco que julgam existir. Pudesse eu compreender física, mas dizem que ao invés de engolir matéria a expele... e eu preciso dessa luz!

12
Abr19

Tenho, desesperadamente...

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Tenho, desesperadamente, que deixar de pensar em ti. 

Estamos quase a partir na nossa viagem longamente antecipada... espera, eu fico para trás. Vais tu, contigo e com a parte que roubaste de mim, e eu continuo para trás. 

É urgente deixar de pensar em ti. Nem sequer no mau. Em nada. Nada de ti. Mas tudo o que me lembro é de como o tempo parava quando me puxavas para um abraço apertado no fim de tudo... e que, hoje, não sei o que foi.

Preciso, desesperadamente, de me esquecer que existes em mim.

11
Abr19

Já passei por todas as emoções hoje.

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Já passei por todas as emoções hoje. Na sua intensidade máxima não me consigo distanciar do profundo impacto que têm em mim. A tristeza, em particular, consegue ser avassaladora... e depois cede. 

Como tudo o resto sei que, também isto, passará. Virá o Verão. Virá o Inverno. Tento encarar com alguma curiosidade o momento, mas às vezes só dói; às vezes só mói.

Eu confiei-te um peito aberto que tu escolheste trespassar, mas também isso irá sarar. Sento-me de olhos fechados, no que me parece um instante ou uma vida, e a calma abraça-me novamente... até à próxima descida das marés.

No entretanto irei onde tiver de ir. A Madagáscar. Ao fundo de mim. A casa.

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