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com a cabeça entre as orelhas

com a cabeça entre as orelhas

10
Abr19

Ontem reencontrei-te.

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Ontem reencontrei-te. Na fragilidade aparente desse sentimento tão pouco empático como a culpa, pareceu-me vislumbrar um lampejo de quem julguei conhecer.

Ontem conheci-te. Que pessoa, afinal! Imatura... o egoísmo como característica típica da criança que tem o mundo todo dentro do seu, sem que seja inerentemente má. Mas a omissão - e a mentira até! - foram uma decisão; uma escolha. De quem se sente vítima das suas circunstâncias, sem se dar conta que afinal teve a escolha de escolher calar ou mentir.

Ontem enterrei-te. A morte de um herói. A morte de uma história criada por ti e vivida por mim (sozinha). Adeus.

09
Abr19

Esta noite sonhei amor.

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Esta noite sonhei amor. Sonhei amor que passa a pele e aquece a alma. Sonhei calor. Sonhei o frio lá fora e nós aqui.

Quando a noite se despediu do dia acabado de chegar, eu agarrei na minha vida e voltei à sonhada... mas ela já não existia em mim. 

O espaço de tempo entre a noite e o dia contém a distância entre nós... (e eu).

08
Abr19

Foi uma noite tranquila.

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Foi uma noite tranquila. Algum frio, talvez. Se sonhos houve não os recordo e que paz essa ignorância abraça!

Olhando o nascer do sol, filtrado pelas árvores lá fora, acredito que possa ser um dia tranquilo. Que o mundo e os astros tão pouco querem saber de mim ou de ti. Eles continuam, como nós.

Ao longe, a rua vai acordando com os seus diferentes sons e eu, em breve, juntar-me-ei a todos os outros... e que seja tranquilo.

07
Abr19

O fim do dia...

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O fim do dia vem acompanhado pelo teu fantasma. Uma e outra vez.

Tu, que não és, encontras sombra na noite. Encontras voz no silêncio. És o contrário de tudo o resto. Não és nada, talvez.

Mas tu, que trazes o frio e a noite e o medo, podias de uma vez por todas agarrar no passado, guardá-lo na mala e seguir viagem.

06
Abr19

Sonhei-te a ti esta noite.

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Sonhei-te a ti esta noite. Sonhei-te a ti também.

Estavam juntos, nas águas, no vento que nós partilhámos sem ti. Sonhei-o desaparecido para sempre, sem corpo. Sonhei-me num naufrágio sem ilha. Sem nada a que me agarrar. 

Quando acordei ainda sentia o desespero da perda; da perda de há anos como ontem, como hoje. Senti o ardor das lágrimas de hoje, pela perda de outrora.

Mas tu... tu desapareceste com vida. E não sei onde te colocar.

05
Abr19

Já não tenho o teu nome nos meus lábios.

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Já não tenho o teu nome nos meus lábios. 

Quando a tua existência cruza o meu pensamento, forço-a a sair. Ainda que pertenças, quiseste a liberdade da prisão conhecida. Pouco importa se sei o que achei saber que existia. Pouco importa se existiu o que exististe em mim.  

Como no poema que um dia te mostrei, “é possível ser(es) livre, livre, livre”. E tu foste. E tu és. E tu serás. 

E eu já não sei o teu nome em mim.

04
Abr19

Perfeitamente exausta.

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Perfeitamente exausta. Muito consciente de tudo o que devia (e irei) deixar para trás hoje, mas quero criar (e manter) o hábito.

Vou tentando dedicar-me ao que considero importante. Relações; e quando dou conta, são mais que 3 e é preciso tempo. Como é possível que se cuide de amizades sem ele? Sinto-me realizada ao ter encontrado as prioridades, ainda que falhe no entretanto.

A chuva é sempre um bom retorno ao agora. Os sentidos da chuva: o som, o aroma, o tacto... tantas lembranças no choro celeste.

Mas hoje sinto-me perfeitamente exausta e, por isso, aqui me quedo.

03
Abr19

Continuo no “yellow brick road”...

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Continuo no “yellow brick road” de teclas brancas. Um dedo depois de outro; um pé à frente do outro. Aos poucos, mas sustenido; lentamente, com uns bemóis. 

Focar. Prioridades. Minimizar. Uma escala cromática em que a distância focal por vezes se alonga, o foco se dispersa e o menos que tente é sempre demais. 

Há dias assim. Em que é tudo imenso, intenso, além de assustador ou do que antevi. Provavelmente, porque não tinha nada que tentar ver do outro lado do mundo.

02
Abr19

Talvez tivesse mesmo que ser.

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Talvez tivesse mesmo que ser. A palavra exótica repetida na minha cabeça por vozes de outro mundo, uma e outra vez. 

Esbarrei com a impossibilidade e, apesar de sempre ter assumido que nunca conseguiria sair sozinha dos meus próprios pés, culpando a gravidade, continuei a colocar um em frente ao outro. 

Na primeira lição retirada deste destino, a certeza de que no próximo conseguirei se quiser;  mas o imperioso presente tinha algum sentido de urgência. Uma urgência em mim. De uma vez por todas, a morrer que seja a nadar em direcção à costa e, se possível, que a costa seja no Índico com algum cheiro a terra africana. 

Na indecisão da escolha a segunda lição gritada por esta ilha vermelha, já que insisti em ignorar a da vida: não é possível ter tudo. E não faz mal. Há que seguir em frente; não tinha que ser; e há sempre um agora... há infinitos agoras. Que seja em direcção a Sul.

01
Abr19

Começou o dia...

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Começou o dia, o mês, uma época. Tenho uma nova vida, feita das minhas decisões. Estou livre de entidade patronal, livre de entidade amorosa... estou livre. A noção da liberdade desejada, finalmente atingida, inclusivamente a níveis onde não era desejada sequer, realça a imensidão do universo à volta. 

Onde ir quando se pode ir a qualquer lugar? O que fazer quando tudo é possível? Que sensação estranha a que encerra em si mesma todas as dicotomias do mundo.

Sou livre... Isso deixa-me espaço para descobrir quem sou. O que tem o seu quê de assustador.

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