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com a cabeça entre as orelhas

com a cabeça entre as orelhas

09
Jul19

De cada vez que alguém...

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De cada vez que alguém, com ar vencedor, anuncia ter enganado a morte em determinada altura, eu pergunto-me como é possível essa sensação. Não a de ter adiado o inevitável, mas a de invencibilidade. Só me sinto invencível quando decido o que fazer com cada um dos meus instantes, agora. Precisamente por reconhecer, reflectir e aceitar a constante mudança de estados até que o estado seja nenhum. 

Saber que a morte é certa e reflectir sobre o que isso diz da vida é uma capacidade única do ser humano, racional. Ainda assim, tantas vezes se prefere o pacto de silêncio como se, ignorando a paragem final, ela passasse por nós como todas as outras que se vêem pela janela de um combóio que não se detém.

Reconhecer - em consciência - a existência de um fim, ainda que não se saiba quando, dá-nos a capacidade de viver uma vida melhor. Mas basta um olhar em volta e encontram-se objectivos: o que alcançar; como alcançar; quando alcançar. Com a importância de algo capaz de permitir o acesso à vida eterna, uma vez atingido. Raramente se ouvem as perguntas: “porquê?”, “com que sentido?”, “para que fim?”.

Como o rei-filosófo de Platão advoga, nada que seja proveniente de uma natureza universal poderá ser mau na sua essência, mas apenas nos nossos julgamentos sobre aquela. A morte é uma dessas partes do todo. Porque não permitir o diálogo sobre ela? De forma a permitir uma saída de cena digna, sem (com menos?) arrependimentos.

 

08
Jul19

As noites...

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As noites, acompanhadas pelas minhas inseguranças, transportam a saudade aos dias. Dos traços. De como eram antes da borracha da vida lhes passar por cima.

Mesmo em sonhos conscientes, as patranhas que repito a mim mesma não me afastam do lodo.

A espiral é eterna, descendente, de volta ao princípio.

07
Jul19

Livre Arbítrio.

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Livre arbítrio. A capacidade que, na essência, nos torna humanos. Temos vindo a abdicar dela porque, a curto prazo, as consequências parecem ser menos difíceis do que aquilo que é inerente à escolha: a responsabilidade. 

Escolher implica uma decisão consciente daquilo pelo qual se opta. Pode correr bem. Pode correr mal. Mas... E se?... Acaba por ser mais fácil assumirmo-nos vítimas das nossas circunstâncias, miseravelmente infelizes nas nossas vidas; culparmos o sistema por tudo aquilo que fazemos sem gostar e por tudo o que gostamos e não fazemos. 

Ainda assim, essa caminhada cega pelo caminho dos outros tem uma escolha nossa, ainda que não consciente: a de abdicarmos da liberdade.

Uns serão mais afortunados que outros. Uns terão mais oportunidades que outros, mais possibilidades de entre as quais escolher. Mas todos temos uma opção. 

Greg McKeown propõe reformular o discurso, passando de um “tenho que” para um “escolho porque”... e o motivo dependerá de cada um de nós, mas só ao identificá-lo é possível discutir alternativas.

Em última instância, a nossa maior responsabilidade é para connosco para que, estando bem, possamos trabalhar no sentido do bem comum. Numa sociedade de valores nem sempre coincidentes com os nossos, abdicar da capacidade de escolha é entregar aos outros a definição da nossa vida. 

 

Tim Ferriss Podcast - Greg McKeown on How to Master Essentialism

 

Tim Ferriss Podcast - Seth Godin on How to Say “No”, Market Like a Professional and Win at Life

 

The world’s worst boss - Seth Godin

That would be you.

Even if you’re not self-employed, your boss is you. You manage your career, your day, your responses. You manage how you sell your services and your education and the way you talk to yourself.

Odds are, you’re doing it poorly.

(...)

05
Jul19

É chegada a altura...

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É chegada a altura de voltar a Beethoven.

Escolhi a Patética. Irónico.

Ainda assim opto por acreditar que move, apenas. Nem dó, nem piedade, nem ridículo. (Co)move.

Foi o primeiro transdutor das minhas emoções. O que quer que martelasse de Beethoven saía em harmonia, em beleza, em leveza, em menos dor. Uma espécie de meditação em si mesma.

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