O cansaço era imenso...

O cansaço era imenso quando voltei costas à vida que conhecia: trabalho e casa... para dormir. Vivia a intervalos de dois dias a cada cinco. Que desesperança. Que falta de sentido. Que compasso sincopado para o abismo.
Com a noção de ter recuperado o controlo para decidir a vida que quero viver - mesmo quando a vida se mete no caminho - encontrei tranquilidade para tentar crescer.
Hoje, com tempo, consigo sair do meu juízo precoce, olhar o outro nos olhos e senti-lo igual a mim na humanidade. Isso é o bastante para aproximar e aplacar, ainda que tão fugazmente, a solidão alheia. A falta de tribo. Pior que lança inimiga cravada no peito.
Nessa empatia, é possível desenhar um sorriso no mar de lágrimas que nasce da ferida.