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com a cabeça entre as orelhas

com a cabeça entre as orelhas

22
Jun21

Afinal não era complicado.

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Afinal não era complicado. Nem sequer para um cabeça neurótica, como a minha. Para cada uma destas quantas mais?... e na internet tudo se pode encontrar.

Aceitei que a vida é uma constante em pendências que irão continuar a toldar-me o subconsciente. Partindo desta premissa, opto por despejar as listas e os pensamentos no papel e libertar a preciosa memória RAM do meu frágil hardware. 

Afinal tinha nome e tudo: matriz de Eisenhower. E, como parece mais fácil uma pequena mudança de cada vez, repetida até que se torne um hábito, estou a focar-me apenas no quadrante inferior esquerdo. 

Não é urgente; não é importante. Não faças!

 

What is important is seldom urgent and what is urgent is seldom important - Dwight D. Eisenhower

 

16
Dez20

Parece uma banheira futurista.

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Parece uma banheira futurista. Com luzes e tudo. Com tampa e tudo. Com música ambiente e tudo. Com botões que controlam o tudo daquilo.

A água salgada facilita o processo. É impossível não flutuar.

Parece simples e 40 minutos não são muitos minutos... até passarem a ser.

Perdi a roupa e o peso. Deitada num morno tapete salgado, decidi aproveitar o tempo para meditar. 

Fechei a tampa. Era só uma tampa. 

Apaguei as luzes. Eram só umas luzes.

Desliguei a música. Eram só uns sons.

Passada a claustrofobia inicial percebi a tranquilidade da privação sensorial. A ausência. Talvez apenas o batimento cardíaco ao fundo do ouvido direito. O sussurro da respiração.

Sabe bem conseguir não fazer nada por uns minutos a não ser existir. Sem luz. Sem som. Sem peso(s).

12
Jul19

Que nunca me esqueça...

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Que nunca me esqueça do grande auditório numa manhã de verão com cara de outono. 

A patética na estante do piano, professor e aluna discutindo a divisão do tempo, as articulações das frases, quando entra uma cara de outros tempos, de violino na mão, a surpresa pelo auditório com gente.

As hesitações e o silêncio entre as partes, interrompidos por:

- Preciso de um lá!

- Um lá!, respondi tocando... E assim soou; e assim seguiu, violino na mão com a corda afinada. 

Possa a vida ter sempre a leveza de uma nota.

07
Jul19

Livre Arbítrio.

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Livre arbítrio. A capacidade que, na essência, nos torna humanos. Temos vindo a abdicar dela porque, a curto prazo, as consequências parecem ser menos difíceis do que aquilo que é inerente à escolha: a responsabilidade. 

Escolher implica uma decisão consciente daquilo pelo qual se opta. Pode correr bem. Pode correr mal. Mas... E se?... Acaba por ser mais fácil assumirmo-nos vítimas das nossas circunstâncias, miseravelmente infelizes nas nossas vidas; culparmos o sistema por tudo aquilo que fazemos sem gostar e por tudo o que gostamos e não fazemos. 

Ainda assim, essa caminhada cega pelo caminho dos outros tem uma escolha nossa, ainda que não consciente: a de abdicarmos da liberdade.

Uns serão mais afortunados que outros. Uns terão mais oportunidades que outros, mais possibilidades de entre as quais escolher. Mas todos temos uma opção. 

Greg McKeown propõe reformular o discurso, passando de um “tenho que” para um “escolho porque”... e o motivo dependerá de cada um de nós, mas só ao identificá-lo é possível discutir alternativas.

Em última instância, a nossa maior responsabilidade é para connosco para que, estando bem, possamos trabalhar no sentido do bem comum. Numa sociedade de valores nem sempre coincidentes com os nossos, abdicar da capacidade de escolha é entregar aos outros a definição da nossa vida. 

 

Tim Ferriss Podcast - Greg McKeown on How to Master Essentialism

 

Tim Ferriss Podcast - Seth Godin on How to Say “No”, Market Like a Professional and Win at Life

 

The world’s worst boss - Seth Godin

That would be you.

Even if you’re not self-employed, your boss is you. You manage your career, your day, your responses. You manage how you sell your services and your education and the way you talk to yourself.

Odds are, you’re doing it poorly.

(...)

26
Jun19

Feliz. Segura. Bem. Em paz.

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Feliz. Segura. Bem. Em paz.

Hoje é o centésimo dia. Meditação diária, umas vezes mais bem sucedida que outras. 

Uma em concreto marcou-me; pela dificuldade. Não recordo já se imposta pela voz que guia a meditação ou se por mim. 

May I be happy. May I be safe. May I be well. May I be at peace.

Repetido. Eu. Os meus. E depois a parte que não recordo se me impus ou foi sugerida: tu. Conseguir desejar-te o mesmo... apesar da dor. Muito difícil.

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