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com a cabeça entre as orelhas

com a cabeça entre as orelhas

26
Jun21

Foi assim que me despi do pensamento mágico.

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Foi assim que me despi do pensamento mágico. Joelhos junto ao peito, pernas cruzadas, mãos dadas entre si. Aninhei-me o melhor que pude, recortada de encontro ao vazio que deixaste no colchão.

Foi assim, coberta de lágrimas, que esperei a tranquilidade da noite que não chegou.

Foi assim até que o silêncio engoliu as dúvidas e a manhã despertou na certeza da solidão.

11
Abr21

Se há coisa que irrita quem tem necessidade de controlo...

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Se há coisa que irrita quem tem necessidade de controlo é aperceber-se que não controla nada. 

Portanto, arranjei estratégias para garantir que aquilo que faço me permite algum tipo de controlo. 

• Reduzi a tralha que tinha.

• Não compro tralha extra.

• Medito.

• Continuo com o diário da gratidão.

• Vou escrevendo.

... mas esqueci-me de ser minimalista no trabalho. Quando olhei para a agenda na semana passada, não encontrei um dia livre nos próximos tempos. Acabei a comprar outro tipo de tralha, ao preço do meu descanso.

Analisando, parece-me só mais uma tentativa de controlo na imprevisibilidade ansiogénica dos tempos pandémicos. Se estiver ocupada, não penso. 

Virei o minimalismo do avesso e voltei ao início.

Falta-me minimizar a cabeça.

04
Set20

Setembro nasceu com as cores da saudade...

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Setembro nasceu com as cores da saudade, enquanto eu vou aprendendo a existir comigo mesma. A deixar atrás a vida sonhada. 

Ao entrar em casa penduro a ilusão como quem despe o casaco. 

Cá dentro nada. Cá dentro tudo.

Há um cansaço na forma de pensar e uma necessidade por identificar.

Pudesse eu ser diferente de mim.

24
Fev20

Mais um aeroporto. Outra espera.

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Mais um aeroporto. Outra espera. 

Um livro e um café entornado sobre ele e ninguém levantou a cabeça da supernova que cada um segura nas mãos. Os olhares perdidos no seu movimento helio(ego)cêntrico. Quando dei por mim a iniciar esse mesmo movimento de fuga, passeando repetidamente pela vida dos outros nas mesmas aplicações, apaguei-as.

Fico com o aborrecimento, com o não saber o que fazer às mãos. Como se a evolução, na oponência do polegar, tivesse permitido à espécie humana sair dos ramos das árvores para a solidão dos smartphones.

27
Jun19

Estou aqui.

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Estou aqui. Entre músicas. Entre compassos. Entre pausas.

Entre mim e eu. Entre tu e ela. Entre ontem e hoje.

Entre tudo o que não sei o que será e tudo o que sei que dói.

Entre tudo o que te magoei e tudo o me magoaram depois.

Entre o perfeito equilíbrio do universo numa pessoa em um ponto no espaço e no tempo.

Entre os copos que não bebo na bebedeira sóbria da vida.

Estou aqui.

 

That my feet don’t dance like they did with you.

25
Jun19

Não sei...

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Não sei o acto físico de desaparecer.

Esperando o suficiente acontecerá a todos. Não é possível evitá-lo, tão somente uma questão de tempo. Hoje. Amanhã.

Poderá ser natural amanhã e, portanto, porquê antecipar? Poderá ser natural dentro de 50 anos e, aí, como sublimar?

Foco na ideia de que tudo passa, até a vontade imensa da escuridão.

Porquê a necessidade de validação externa à existência, se aquela nunca virá e esta é incontornável e independente do resto?

Amanhã. Até lá, ser o melhor possível, no mundo possível, ajudando a humanidade possível.

11
Jun19

A tranquilidade da superfície...

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A tranquilidade da superfície oculta a dificuldade da caminhada até aqui. Essa sabemo-la nós, que cá chegámos. Quem esteve ao lado e incentivou uma subida após outra; outra descida e mais uma. Num desfiladeiro que esconde dentro de si uma biodiversidade inimaginável. 

No repouso transitório da hora de almoço esqueço-me por instantes das dores que me impedem os passos. É quando me levanto que as torno a sentir com a mesma intensidade. 

É assim que me dóis quando penso em ti e me dou conta que não o fazia há horas.

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