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com a cabeça entre as orelhas

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21
Jun19

O tempo ou a noção do mesmo.

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O tempo ou a noção do mesmo.

Hoje é o dia mais longo do ano. O mais longo sozinha. Mas, dado tempo suficiente, não há nada que não seja um mero piscar de olhos na eternidade, que o tempo tudo apaga, até quem poderia vir a ter memória  dele.

Não sou de lembranças profundas ou distantes, mas assumo alguma ansiedade perante a ideia deste tempo todo não ser tempo nenhum. A inexorabilidade de todas as mudanças e esquecimentos. De ser tudo normal, tudo banal, tudo mortal. 

E eu onde? E eu quando? Em que função? Para que fim? “What brings no benefit to the hive brings none to the bee”, pode ler-se no livro sexto das meditações. A abelha, porém, não sabe que existe tempo a pensar ou a perder.

Continuo a não acreditar que fingirmo-nos irracionais resolva a ansiedade que a realidade da existência humana pode acarretar para alguns. Partilhando mais talvez fosse menos tempo o tempo do desespero.

 

How swiftly unending time will cover all things, and how much it has covered already! - Marcus Aurelius, Meditations

 

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25
Abr19

Achei que ias ser...

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Achei que ias ser o meu tema de hoje, mas uma coisa mais importante tomou o teu lugar: a epidemia da solidão. 

Na realidade, se pensar a sério no assunto, foi isso que me deixaste. A solidão. O não ter sido vista ou ouvida. Deixaste-me frente a frente com a minha insuficiência como ser humano merecedor de reconhecimento. É por mim que choro nas noites. Pelo eu rejeitado. Pelo eu ignorado. Pelo eu deixado a gritar mil lágrimas silenciadas. É pelo eu que acreditou que alguém, em algum lugar, me via. É pelo eu que julgou ver-te.

Mas as pessoas a quem é necessário explicar são aquelas que não irão compreender. Com essa epifania deixaste-me a desejar, infelizmente, o dia em que serás um rosto que eu não vejo, não antevejo, nem sonho. Ser-me-ás indiferente.

 

Matt d’Avella: The Loneliness Epidemic.

 

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