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com a cabeça entre as orelhas

com a cabeça entre as orelhas

12
Jul19

Que nunca me esqueça...

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Que nunca me esqueça do grande auditório numa manhã de verão com cara de outono. 

A patética na estante do piano, professor e aluna discutindo a divisão do tempo, as articulações das frases, quando entra uma cara de outros tempos, de violino na mão, a surpresa pelo auditório com gente.

As hesitações e o silêncio entre as partes, interrompidos por:

- Preciso de um lá!

- Um lá!, respondi tocando... E assim soou; e assim seguiu, violino na mão com a corda afinada. 

Possa a vida ter sempre a leveza de uma nota.

22
Mai19

Acabei hoje a leitura...

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Acabei hoje a leitura do livro The Waterproof Bible de Andrew Kaufman. Comprado há quase 10 anos, ficou adormecido à espera do seu dia. E esse dia foi há pouco mais de uma semana, quando o reencontrei ao enquadrar o escritório e as suas estantes no minimalismo.

Ontem, uma das passagens marcou-me. Quando deus, na forma feminina e desesperada com a incompreensão humana, desabafa o seguinte:

“But at least I’m not running around putting a beginning, middle and end on everything”, she said, letting go of his collar. (...) “Have you people never noticed that there’s a central flaw? No? Here comes the clue - the only difference between a happy ending and a sad ending is where you decide the story ends.”

Quase de propósito, num encontro agendado há tanto tempo atrás, terminei ontem a tarde numa conversa invulgar, não obstante familiar, com um estranho que me leu antes de me conhecer. Em conjunto, desconstruímos ideias para chegar aos afectos.

E foi aqui que fiquei: é legítimo retirar algumas coisas das relações humanas, como a descoberta do outro e de nós; inspiração; prazer. Mas não faz sentido, nem é justo para nenhuma das partes, querer retirar do conjunto partilhado o que cada um de nós julga que uma relação deve ser ou parecer.

Nessa leveza senti que o erro não era teu, nem meu, nem de ninguém. Teria bastado ser o que foi ainda que coisa nenhuma. Talvez eu tivesse tido que mergulhar nesse mar revolto para quase me afogar e, nessa morte figurativa, chegar mais perto da minha própria humanidade. 

Foi nesse sentido que tentei aproximar águas... mas tu tiveste que as separar novamente no comentário final. 

Talvez seja pelo melhor. 

Que tenhas paz. 

Que estejas tranquila.

24
Abr19

O dia passou a correr...

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O dia passou a correr, mas sem sensação de urgência.

Nada a assinalar de extraordinário, o que é válido nos dois sentidos: positivo e negativo.

Foi um dia com as mesmas horas, os mesmos passos, os mesmos silêncios e, ainda assim, acabou com uma gargalhada sonora porque há coisas simples que fazem sorrir.

 

A não esquecer, no entanto:

The Tim Ferriss Show Podcast - episódio com o meu autor favorito - Neil Gaiman, a relembrar o livro Good Omens e a série a estrear em breve; a relembrar o falecido Terry Pratchett. Acima de tudo, a relembrar o mundo da fantasia e todos os romances e contos que continuaram a alimentar o mundo fantástico que o meu pai criou no meu imaginário.

• A leitura do prefácio de Aldous Huxley no livro, do próprio, Admirável Mundo Novo. 

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