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com a cabeça entre as orelhas

com a cabeça entre as orelhas

04
Mar20

Há várias situações ansiogénicas na vida.

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Há várias situações ansiogénicas na vida. Há ainda mais situações ansiogénicas na vida de quem sofre de ansiedade.

O minimalismo permitiu-me interromper o ciclo da exaustão, da imagem literal de burn out na vela que se apaga por ter esgotado o pavio. Acredito não seja para todos. Sei que não é para todos (prova aqui). Talvez seja procurado por quem mais necessita; talvez seja o ponto de convergência dos ansiosos e/ou obsessivos. Quem sabe?

A mim permitiu-me, em efeito dominó, o seguinte:

  • Reduzir a sensação de necessidade
  • Entender o trabalho excessivo, motivado pela falsa sensação de escassez, como desnecessário
  • Mais tempo de qualidade
  • Mais clareza mental dentro e fora do trabalho
  • Poupar
  • Reduzir o ruído de uma casa cheia 

Há várias situações ansiogénicas na vida. A mudança de casa pode ser considerada uma delas. Sem dúvida que, na fase actual, o minimalismo iniciado há 1 ano me facilita o processo. (Um armário de sala coube em 2 caixas.)

21
Jun19

O tempo ou a noção do mesmo.

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O tempo ou a noção do mesmo.

Hoje é o dia mais longo do ano. O mais longo sozinha. Mas, dado tempo suficiente, não há nada que não seja um mero piscar de olhos na eternidade, que o tempo tudo apaga, até quem poderia vir a ter memória  dele.

Não sou de lembranças profundas ou distantes, mas assumo alguma ansiedade perante a ideia deste tempo todo não ser tempo nenhum. A inexorabilidade de todas as mudanças e esquecimentos. De ser tudo normal, tudo banal, tudo mortal. 

E eu onde? E eu quando? Em que função? Para que fim? “What brings no benefit to the hive brings none to the bee”, pode ler-se no livro sexto das meditações. A abelha, porém, não sabe que existe tempo a pensar ou a perder.

Continuo a não acreditar que fingirmo-nos irracionais resolva a ansiedade que a realidade da existência humana pode acarretar para alguns. Partilhando mais talvez fosse menos tempo o tempo do desespero.

 

How swiftly unending time will cover all things, and how much it has covered already! - Marcus Aurelius, Meditations

 

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21
Mai19

Sentada. De olhos fechados.

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De olhos fechados. Ponto de foco encontrado. Inspiração e expiração no seu ciclo constante. O ruído ambiente ignorado por completo. Até que: “Estás a ir muito bem”. Os olhos mantêm-se fechados, a posição a mesma. Procuro o foco. Volto à respiração... “Não não não! Foca! Estás a perder...” e volta ao princípio.

É assim que começa o meu dia.

Descobri a meditação há 3 anos e perdi-a pelo caminho, enquanto coçava uma orelha. Há uns meses decidi reescrever a vida e comecei pelo meu dia. Escrevi o horário de um dia ideal... curiosamente não escrevi “trabalhar” em lado nenhum.

A meditação tem sido o ponto de apoio. Num sentido não espiritual; apenas de não tentar controlar o que não necessita de controlo, como a respiração. Parar por 10 minutos e deixar-me existir. (E é tão difícil!)

Finalmente, depois de ver no papel como gostaria que fossem os meus dias, consegui começar a vivê-los. Tema e variações. Mas têm que começar assim.

 

 

29
Abr19

Um mês.

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Um mês.

Começou com a minha necessidade de desabafar tudo aquilo que não tinha escape possível devido à “cortina de silêncio” - é tão mais fácil vir espreitar o que é escrito, em vez de dar a cara a uma conversa.

De qualquer forma, grande parte dos problemas de comunicação estão no facto de cada um de nós ouvir só o suficiente para responder. Não há uma escuta activa, mas antes uma escuta defensiva/ofensiva. Há que proteger o forte, o nosso ego, e como tal, ouve-se apenas parte do que é dito enquanto se preparam batalhões de palavras em fileiras de frases prontas a atacar o outro, em nome da auto-preservação. Isso não é diálogo. 

No entretanto, tornou-se o meu ponto de encontro comigo. A minha reflexão diária ou, simplesmente, o meu tempo de catarse. Publicar teve tão somente a intenção de me responsabilizar a manter o hábito. Teve também a intenção de me fazer escrever, ainda que nada concreto em determinados dias.

Depois de ouvir vários podcasts, entre minimalismo, essencialismo ou mudança de hábitos, percebi que parte importante do processo da mudança de hábitos era a persistência; era fazer, o que quer que fosse que se tenta mudar, diariamente. E, também, fazê-lo sem ser de forma exagerada que me levasse a um tratado no primeiro dia, para desistir completamente ao terceiro. 

Ouvindo a entrevista com Greg McKeown, decidi-me a empregar a técnica dos limites possíveis: no mínimo 3 parágrafos por dia, no máximo 5. Agora há dias em que são mais do que 5, mas nunca serão menos de 3. Isso enquanto me fizer sentido e adicione valor à minha vida. Para subtracções chegam as que eu faço intencionalmente à casa.

Um mês. Quanto a ti, não sei. Que hábitos queres mudar? Do que me foi dado a conhecer... nenhum.

 

 

25
Abr19

Achei que ias ser...

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Achei que ias ser o meu tema de hoje, mas uma coisa mais importante tomou o teu lugar: a epidemia da solidão. 

Na realidade, se pensar a sério no assunto, foi isso que me deixaste. A solidão. O não ter sido vista ou ouvida. Deixaste-me frente a frente com a minha insuficiência como ser humano merecedor de reconhecimento. É por mim que choro nas noites. Pelo eu rejeitado. Pelo eu ignorado. Pelo eu deixado a gritar mil lágrimas silenciadas. É pelo eu que acreditou que alguém, em algum lugar, me via. É pelo eu que julgou ver-te.

Mas as pessoas a quem é necessário explicar são aquelas que não irão compreender. Com essa epifania deixaste-me a desejar, infelizmente, o dia em que serás um rosto que eu não vejo, não antevejo, nem sonho. Ser-me-ás indiferente.

 

Matt d’Avella: The Loneliness Epidemic.

 

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