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com a cabeça entre as orelhas

com a cabeça entre as orelhas

15
Jun21

No tempo do Nokia 3310 tudo parecia menos complicado…

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No tempo do Nokia 3310 tudo parecia menos complicado, os SMS extremamente caros e as chamadas então... A vida ao ritmo da “cobrinha”. Muitas aulas de anatomia foram passadas a analisar a capacidade de extensão daquela linha devoradora de pixéis, até que se comesse si própria e morresse.

A tecnologia sempre me fascinou. A evolução constante em velocidade vertiginosa... até que começou a contribuir para a minha auto-destruição. 

É impossível viver - de forma relaxada, pelo menos - com esta sobrecarga sensorial. O sistema nervoso central do ser humano não foi concebido para tantos alarmes de possíveis crises ao mesmo tempo. 

Na esquina de um tropeço com a rua do desespero, apaguei uma série de apps, retirei outras tantas do ecrã principal, desactivei as notificações de tudo e saí das redes sociais.

Se for urgente telefonem, caso contrário não vou saber que precisam de mim!

24
Fev20

Mais um aeroporto. Outra espera.

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Mais um aeroporto. Outra espera. 

Um livro e um café entornado sobre ele e ninguém levantou a cabeça da supernova que cada um segura nas mãos. Os olhares perdidos no seu movimento helio(ego)cêntrico. Quando dei por mim a iniciar esse mesmo movimento de fuga, passeando repetidamente pela vida dos outros nas mesmas aplicações, apaguei-as.

Fico com o aborrecimento, com o não saber o que fazer às mãos. Como se a evolução, na oponência do polegar, tivesse permitido à espécie humana sair dos ramos das árvores para a solidão dos smartphones.

10
Mai19

Comecei o dia...

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Comecei o dia a trocar mensagens, em tempo real, com o músico Joe Brooks. Mal podia acreditar que estivesse acordado, do outro lado do mundo, ao mesmo tempo que eu, quanto mais que estivesse disposto a responder-me.

Subitamente fui transportada no tempo, ao característico e dissonante som de início de ligação dos modems de meia dúzia de kB, ligados a tomadas RITA. Não sei a onomatopeia, mas quem os ouviu não esquece, nem à voz da mãe passado uns minutos a gritar “- Desliga isso que preciso de fazer um telefonema!”. 

Nunca esqueci também uma ida para a escola aos 12 anos (a pé, pasme-se!), ouvindo a minha amiga descrever entusiasmada o que “parece que vai existir”... e o que parecia que ia existir era um Bip que permitia responder às mensagens recebidas. E surgiu, uns anos depois, chamado telemóvel.

A tecnologia evoluiu. A tecnologia é maravilhosa. Uniu-nos de formas que ultrapassam a nossa compreensão, tanto quanto a noção de 100 milhões de euros no jackpot. 

Mas, em determinado ponto, começámos a andar curvados, olhos ao nível do peito, teclando furiosamente qualquer coisa (urgente!) ou vendo um vídeo (urgente!) ou qualquer outra coisa (urgente, certamente!). 

Foi perdida nessa irritação com o chamado phubbing que apaguei a conta do Facebook e retirei todos os seguidores e seguidos da conta do Instagram, para voltar a seguir, com intenção, os que me acrescentavam valor à vida.

Reconciliada com a internet e as redes sociais, percebo que há bom e muito bom no mundo. É preciso procurar. Tal como na vida, o digital devolve os resultados da pesquisa.

 

Nathaniel Drew - Digital Minimalism Playlist

 

 

We're the fire, the flames they can't put out
A faith like oxygen
So breathe it in, be with me now
It's us against the world, it’s us against the world
Try stopping us now

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