Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

com a cabeça entre as orelhas

com a cabeça entre as orelhas

09
Ago22

O azul que te leva tem a velocidade dos ventos do deserto…

B33AF37B-9DCF-4362-849E-57FFC7F797F7.jpeg

 

O azul que te leva tem a velocidade dos ventos do deserto que deixa para trás. 

Despojado. Como se nada, jamais, o tivesse habitado. Grãos de areia caídos entre os dedos, como a vida ao entardecer. 

Árido. Como se ninguém, jamais, tivesse bebido do seu oásis esquecido. 

O azul que te leva tem a força do que teima em resistir. 

Mas nada estremece; nada cala; nada sente. Nunca nada mais perto.

05
Ago22

Revisited

B3AF611A-4A60-4B85-A13B-4B133A1050B5.jpeg

Revisited 

 

Outra noite de olhos abertos.

Oiço os passos arrastados da saudade.

Sem grande espera o passado chega de assalto, impregnando o ar com a sua podridão... e tudo o que existe é... nada.

A música preenche o vazio em tonalidades menores.

Se ao menos pudesse... voltar atrás, correr à frente... antecipar a dor e a perda.

Amanhã. Amanhã torno a sentir.

I’m somewhere in between what is real and just a dream...

26
Jun21

Foi assim que me despi do pensamento mágico.

2AD6028A-20AA-43C7-A57F-3145181A7781.jpeg

 

Foi assim que me despi do pensamento mágico. Joelhos junto ao peito, pernas cruzadas, mãos dadas entre si. Aninhei-me o melhor que pude, recortada de encontro ao vazio que deixaste no colchão.

Foi assim, coberta de lágrimas, que esperei a tranquilidade da noite que não chegou.

Foi assim até que o silêncio engoliu as dúvidas e a manhã despertou na certeza da solidão.

06
Jun20

Há 5 anos uma morte.

5BB9928F-D313-464E-BB26-D71DB973ED12.jpeg

 

Há 5 anos uma morte. No tempo que se seguiu pareço não ter alcançado muito. Podiam ter sido 5 dias. 

No que a vida dos outros avançou, na minha apenas as rugas gritam o tempo. Podiam ter sido 5 dias.

Há 5 anos uma morte. Há 5 anos era sábado também.

 

“Within your secrets lies your sickness,” Dr. Talbott had said to me when I talked to him (...)

24
Fev20

Mais um aeroporto. Outra espera.

E3D9F2B7-7596-4AB3-9A1A-9C624460CD9B.jpeg

 

Mais um aeroporto. Outra espera. 

Um livro e um café entornado sobre ele e ninguém levantou a cabeça da supernova que cada um segura nas mãos. Os olhares perdidos no seu movimento helio(ego)cêntrico. Quando dei por mim a iniciar esse mesmo movimento de fuga, passeando repetidamente pela vida dos outros nas mesmas aplicações, apaguei-as.

Fico com o aborrecimento, com o não saber o que fazer às mãos. Como se a evolução, na oponência do polegar, tivesse permitido à espécie humana sair dos ramos das árvores para a solidão dos smartphones.

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D