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com a cabeça entre as orelhas

com a cabeça entre as orelhas

22
Out19

Que idade teria?

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Que idade teria? Mais novo. Mulher. Duas filhas.

A ameaça. As cicatrizes. A fuga. Dias e noites a pé. Noites e dias de corpos amontoados num carro. As 12 tentativas do barco que, por fim, foi resgatado ao largo de uma das ilhas.

A expressão impassível como se só uma história; não a dele.

Não há espaço a vergonha ou a culpa por parte de quem ouve. Só deixarmo-nos de merdas e vivermos o melhor que soubermos a nossa liberdade gratuita.

13
Out19

Amanhã.

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Amanhã.

Sinto o caminho a desviar-se daquele que conheço, em direcção a pessoas sentadas no chão, com cartões escritos a agradecer sorrisos de estranhos. E se assim for? Ficarias tu? Ficaria eu?

Poderia ser qualquer um de nós... e, para já, só me sinto perdida. Continuo a querer o teu sorriso familiar em mim.

11
Out19

Dråpen i Havet

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Uma pizza média. Um gelado pequeno.

Portugal vs Luxemburgo.

Um gato aqui e outro acolá.

Grata, imensamente grata. Mas seria só estranho se o receio não espreitasse por cima do ombro.

A diferença é que conheço os corredores do aeroporto de Lisboa, onde não creio que vá deixar cair lágrimas. A diferença é que não sei o que me espera à chegada àquele outro aeroporto. A diferença é que me sinto em casa em mim mesma e o mundo é só o mundo quando se é livre.

Grata, imensamente grata por cada passo de liberdade.

31
Mai19

Depois de analisado...

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Depois de analisado, considero que foi um mês bom.

Consegui manter uma série de hábitos que me trazem tranquilidade:

• Reescrevi o meu ideal e tenho vivido em concordância;

• Inscrevi-me na Dråpen i Havet;

• Mantive o estudo do estoicismo, através de Séneca e Marco Aurélio;

• Registei os meus dias no caderno, juntamente com os motivos de gratidão;

• Escrevi sempre os 3 a 5 parágrafos diários; por vezes mais, tantas vezes sem vontade nenhuma;

• Fiz exercício físico entre 3 a 4 vezes por semana; notei que me custou a semana em que só fui 3 vezes;

• Arrumei a casa toda depois da senda do jogo minimalista;

• Voltei a fotografar e percebi que é uma das coisas que me mantém focada no presente. Hoje brinquei com as minhas cores.

Que o próximo seja parecido ou melhor.

01
Mai19

O início de um mês...

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O início de um mês traz consigo a oportunidade perfeita para reflectir sobre o anterior e planear o seguinte.

O meu ano tem estado à margem do ano civil (e até do escolar).

Em menos de um ano deixei amor e deixei trabalho... para acabar deixada; mas a coisa boa quando se começa do zero é que o potencial é infinito. Na realidade, o potencial é sempre o horizonte imensurável e tudo o resto são construções mentais.

Ainda assim, desde Fevereiro que tento adquirir novos hábitos com o objectivo de alcançar alguma clareza mental - talvez precise de revisitar alguns passados, mas para já Maio afigura-se como um mês de introspecção.

A aquisição de uma casa maior, ao reduzir a quantidade de tralha que a mesma tinha, sedimentou a minha crença de que, a partir de certo nível de conforto e segurança, mais objectos não são sinónimo de maior felicidade. 

Quando tecto, água, comida, roupa, segurança e saúde são dados adquiridos, mais um gadget não é mais do que isso mesmo. Um objecto novo e brilhante que após o prazer inicial do kick de dopamina, irá perder rapidamente o seu interesse.

Que vida esta... chegamos aqui, passeamos por ali e morremos acolá. Tem que haver mais... Parece-me que o “mais” está em dar e, sem dúvida, na forma como se dá. Talvez o propósito seja esse. 

Por isso o meu Maio é o mês da reflexão e gratidão:

• Permitir-me parar, 2 vezes por dia, para pensar. Pensar onde estou, para onde quero ir, como crescer como ser humano.

• Diariamente, escrever 3 coisas pelas quais estou grata e que podem ser (aparentemente) tão simples como a electricidade, os transportes, o país onde nasci... e tudo aquilo que nos parece básico, mas apenas porque o consideramos garantido. (Basta relembrar o caos da greve dos transportadores de mercadorias perigosas.)

• Iniciar a pesquisa sobre voluntariado - nacional e internacional.  

O destino é (o) outro.

Amanhã volto a ti.

 

Ideia interessante de generosidade: “doar” o aniversário. 

O que eu escolhi para mim, mas há tantos outros sob a pesquisa “pledge birthday”: 

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TED - Elizabeth Dunn: Helping others makes us happier - but it matters how we do it

 

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